Será que os socialistas utilizam na campanha eleitoral para as legislativas de final de Maio métodos "parecidos com os da polícia secreta do regime comunista"? É verdade, conta o Lidové noviny, a fazer fé no escândalo que se abateu sobre o seu director, Jiří Paroubek, culpado de ter pedido aos fotógrafos que imortalizassem os militantes do campo adversário que, supõe-se, sabotaram os encontros públicos do seu partido. A tal ponto que o Gabinete para a Protecção de Dados Pessoais mandou abrir um inquérito. Os adversários do exaltado Paroubek denunciaram-se, acrescenta o jornal: inundaram a caixa de correio dos socialistas com fichas pessoais e comentários irónicos de modo a lhes "facilitarem a tarefa", criaram um grupo no Facebook e entupiram o email de Paroubek com fotografias.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.