Começou como uma farsa, com as listas e os candidatos do partido do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi a serem excluídos das eleições autárquicas marcadas para o próximo dia 28 de Março por irregularidades processuais. Quando as gargalhadas acabaram e descobriu que estava prestes a perder em Roma e Milão, o Governo recorreu a um golpe de surpresa: um decreto-lei com efeitos retroactivos que alterou as normas de aplicação para salvar os seus candidatos. A oposição, que manteve o silêncio até à data, foi apanhada de surpresa, mas não foi capaz de se unir: uns foram para a rua protestar contra a inconstitucionalidade, outros puseram a hipótese de se afastar da corrida. O diário da oposição La Repubblica opõe-se veementemente a esta última hipótese: "Estamos perante uma viragem sem precedentes da legalidade, como se o país não existisse. A oposição tem contrariar esta noção."
Itália
Berlusconi baixa o pano sobre a farsa eleitoral
8 março 2010
Presseurop
La Repubblica La Repubblica, 8 Março 2010
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.