Um poster contra o aborto está a chocar as pessoas de Poznan (e vai espalhar-se a todo o país), anuncia a Gazeta Wyborcza. “Outdoors” pagos pela Pro Foundation [Fundação Pró-vida polaca] mostram Adolfo Hitler ao lado de um feto de aborto ensanguentado. A legenda – “Aborto para as mulheres polacas. Introduzido por Hitler em 9 de Março de 1943” – recorda que, embora o aborto fosse legal para as polacas “etnicamente impuras”, continuava a ser estritamente proibido para mulheres alemãs de “puro sangue”. O director da Gazeta Wyborcza condena a propensão da fundação para usar imagens chocantes, em vez de argumentos racionais. “Cada apoiante da causa pró-aborto deve olhar para este cartaz como se olhasse para um espelho, onde – em vez de si mesmo – visse a cara de um assassino”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.