“Os conservadores descobriram a sua paixão pelos imigrantes clandestinos”, traz o Tages-Anzeiger em título, um dia depois da decisão do Conselho Nacional (Câmara Baixa) suíço de atribuir aos filhos dos imigrantes indocumentados o direito a formação profissional no final da sua escolaridade, após “pressão intensa dos deputados conservadores”. “Antes de mais, sai mais caro ao Estado que os jovens andem por aí sem perspectivas profissionais, podendo cair na pequena delinquência". Depois, diz o journal "as crianças não podem ser […] prejudicadas pelo estatuto jurídico dos pais: está escrito na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, que a Suíça ratificou.” Os deputados pedem, em contrapartida, ao Conselho Federal (Governo) que renegoceie com a UE o acordo de livre circulação de pessoas, de modo a reduzir as prestações sociais em prol dos cidadãos da União que vivem na Suíça. Um projecto que tem "poucas possibilidades de ser bem sucedido", conclui o Tages-Anzeiger.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.