Recebeu recentemente, na sua conta bancária, uma transferência de um cêntimo, de origem desconhecida? É melhor verificar, recomenda o Süddeutsche Zeitung. O diário de Munique revela um novo tipo de fraude, que surgiu com a transposição para o direito alemão da directiva comunitária sobre os serviços de pagamento (PSD). Para não lucrarem com a retenção, durante vários dias, do dinheiro das transferências, os bancos deverão, até 2012, conclui-las no próprio dia em que são feitas. Consequência: as transferências passaram, agora, a ser automáticas e os números de conta deixam de ser comparados com os nomes dos destinatários. Os criminosos podem tentar a sua sorte com combinações de números ao acaso, transferindo depois um cêntimo para uma conta para a qual inventaram um nome. Se a transferência não for rejeitada, fazem, primeiro, pequenos levantamentos automáticos para não chamarem a atenção do titular da conta. Em caso de fraude, os clientes têm 13 meses para interporem recurso.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.