"Cartas anónimas, telefonemas a meio da noite, ou ataques: 30% dos conselheiros municipais holandeses receberam ameaças ou foram vítimas de violência física", revela um inquérito realizado pelo Trouw, a um universo de 3373 dos 10 mil conselheiros do país, dois dias antes das eleições autárquicas. Na maior parte das situações, as ameaças prendem-se com decisões políticas a que se opõem os agressores. A dois dias das eleições autárquicas na Holanda, o diário holandês adianta que o adágio "cão que ladra não morde" nem sempre reflecte a realidade: o presidente dos Verdes, na cidade de Wassenaar, foi espancado pouco tempo depois de ter recebido ameaças verbais, apesar de a polícia lhe ter dito para não se preocupar. "75% das pessoas ameaçadas não apresentam queixa" e tentam ignorar as ameaças e continuar o seu trabalho, nota o Trouw. Como declarou um conselheiro municipal liberal: "A política não é para medricas".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.