Mladá Fronta DNES de 8 de Junho de 2009.
As fotografias de Mirek Topolanek nu no jardim paradisíaco de Silvio Berlusconi, publicadas na véspera da votação, não alteraram nada. Nem a explicação do antigo primeiro-ministro: "Sou eu, mas é uma fotomontagem". "O mapa político da República Checa passou de laranja a azul”, escreve o diário Mladá Fronta DNES, numa alusão à vitória da direita. O partido ODS ganhou 31% dos lugares, um avanço de mais de 9% sobre os sociais-democratas de Jiri Parubek. A votação era considerada um termómetro para as eleições legislativas de Outubro próximo, mas só 28% dos checos votaram, sublinha o diário. Entretanto, o Lidové Noviny titula "22 euromilionários", porque os novos eleitos vão receber “quase o mesmo salário que o primeiro-ministro".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.