É uma das instâncias morais deste país luterano que é a Alemanha. Mas os títulos dos tablóides afirmam que Margot Käßmann, "o ídolo de milhões de cristãos" vai fazer a "travessia do Inferno". Porque foi detida pela polícia, em plena Quaresma, após ter passado um sinal vermelho, e ao verificar-se que conduzia com 1,54 gramas de álcool por litro de sangue. O diário Die Welt, tradicionalmente hostil ao ego político "demasiado grande" da líder religiosa, considera que há uma diferença entre o cidadão comum e uma "pessoa que personifica uma autoridade moral superior a quase todas as outras funções oficiais do país". Muito popular, a presidente do Conselho Episcopal sempre se distinguiu pela sua maneira franca de falar e pelo hábito de intervir nos debates políticos. Há algumas semanas, provocou uma tempestade mediática ao criticar a presença alemã no Afeganistão e ao declarar que o vice-chanceler, o liberal Guido Westerwelle, punha "em perigo o consenso social do país".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.