Cansada e tensa: eis o diagnóstico da sociedade francesa, feita pelo mediador da República (instituição que tem por missão melhorar as relações entre a Administração e o cidadão), no relatório anual que vai entregar na terça-feira, 23 de Fevereiro, ao Presidente da República e ao Parlamento. “Vejo uma sociedade que se fragmenta, onde o cada um por si substituiu o desejo de viver em conjunto”, é o alarme emitido por Jean-Paul Delevoye numa entrevista ao diário Le Monde. Avalia em “cerca de 15 milhões as pessoas que vêem ao fim do mês 50 ou 150 euros (…)” e diz-se especialmente “consternado com a coabitação de dois tipos de sociedade: uma oficial e outra mais escondida, que vive de apoios, de trabalho clandestino e de redes”. O Estado e os responsáveis políticos são apontados a dedo e considerados largamente responsáveis por esta situação: “Cavou-se um fosso entre o cidadão e o Estado. As pessoas que batem à nossa porta foram mal compreendidas e mal orientadas. Sentem-se ultrapassadas por leis que se tornaram demasiado complexas e pouco estáveis”.
França
A sociedade do salve-se quem puder
22 fevereiro 2010
Presseurop
Le Monde Le Monde, 22.02.2010
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.