“Zapatero oferece pacto e Rajoy diz que não acredita”. O jornal El Mundo resume, assim, na primeira página, o anúncio do Chefe do Governo espanhol, perante os deputados, de que está disposto a negociar um pacto de Estado com o líder da oposição e outras forças políticas, para reforçar a luta contra a crise económica. No editorial, o El Mundo classifica a intervenção de Zapatero como um “exercício de panglossianismo [optimismo], fazendo apelo a receitas que transforma em dogmas, como, por exemplo, o facto de as despesas sociais serem intocáveis”. O diário conservador sublinha, no entanto, que a proposta de José Luís Zapatero foi “muito mais precisa” e que constitui “a única via realista da actualidade”. Perante tal oferta, Mariano Rajoy estaria “obrigado a tentar esta via”, para “evitar que o país escorregue por uma ribanceira sem fim”. O diário afirma que 80% dos espanhóis apoia este acordo.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.