Um dia depois da votação britânica para as eleições europeias, há uma expectativa sobre a demissão do primeiro-ministro, Gordon Brown. Com o seu Partido Trabalhista a cair para uma desastrosa terceira posição, em matéria de lugares no Parlamento de Estrasburgo. Para além disso, os trabalhistas levaram uma surra nas eleições locais que ocorreram ao mesmo tempo, e foram confrontados com a renúncia de quatro ministros do Gabine de Brown.
O último a sair, o ministro do Trabalho e Segurança Social, James Purnell, colocou Brown numa situação ainda mais complicada, ao publicar uma carta aberta onde o convida a “pôr o lugar à disposição”. No The Guardian, Polly Toynbee, colunista e até aqui uma aliada leal de Gordon, evoca “um primeiro-ministro meio-morto, cheio de facas espetadas nas costas”. O editorial do diário de esquerda suspira: “o líder não pode permanecer”. Entrementes, o sitiado Gordon Brown procurou salvar o que resta da sua equipa em derrocada, com uma súbita remodelação ministerial; mas acabou a receber a renúncia do seu ministro da Defesa, John Hutton, relata o The Guardian.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.