“Depois do combatente, o diplomata“, observa o Lidové Noviny, a propósito da designação de Dominik Duka para arcebispo de Praga. O Vaticano decidiu que a Igreja checa continuaria a ser dirigida por um eclesiástico perseguido pelo regime comunista. No início dos anos 80, Dominik Duka foi encarcerado em Pilsen-Bory, onde conheceu o dissidente Vaclav Havel. Enquanto o seu antecessor, o cardeal Miloslav Vlk, batalhou pela restituição dos bens da Igreja confiscados pelos comunistas, o arcebispo Duka prosseguirá este objectivo, ainda não resolvido entre a Igreja e o Estado checo, como “bom diplomata”, ou seja, como “político de sotaina”, considera o jornal. Vai ter de enfrentar “negociações duras“ com o Estado, mas também dentro da Igreja, que terá de convencer de que a questão da propriedade não é a prioridade da Igreja e que esta “existe por outra razão“.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.