“A Câmara de Praga paga milhares de milhões de arrendamento, mas não sabe a quem”, ironiza , na primeira página, o Hospodářské Noviny. Em 2006, explica o diário económico, a cidade instalou a Câmara Municipal no palácio Škoda e assinou um contrato em que se comprometeu a pagar um arrendamento de 4,5 mil milhões de coroas (180 milhões de euros), em 20 anos, quando podia ter comprado o edifício por dois mil milhões de coroas. Um contrato que o HN qualifica como “condenável”. O Presidente da Câmara, Pavel Bém, por mais que se lhe pergunte “quem recebe esse dinheiro”, não consegue dizer. E não está excluída a hipótese de, por trás da sociedade Guyana Holding, registada no Luxemburgo e nova proprietária do palácio após uma transacção que até há pouco era secreta, estarem pessoas próximas de alguns políticos. O Hospodářské Noviny lembra que é justamente contra tais práticas que o Governo provisório de Jan Fischer apresentou um “pacote anti-corrupção”. Pavel Bém está já envolvido num escândalo relacionado com o novo mapa de transportes de Praga.
República Checa
Paga milhões, mas não sabe a quem
11 fevereiro 2010
Presseurop
Hospodářské noviny Hospodářské Noviny, 11 Fevereiro 2010
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.