“O Ocidente olha, agora, para a Ucrânia com indiferença”, escreve a Revista 22, um dia depois das eleições presidenciais na ex-República soviética. “Há uns anos, Kiev era considerada uma peça fundamental na arquitectura política europeia”, escreve o editorialista Alexandru Lazescu, afirmando que a vitória do candidato pró-russo, Viktor Ianukovitch, sobre a antiga musa do levantamento democrático de 2004, Iulia Timochenko, “consagra, oficialmente, a morte da Revolução Laranja e o regresso do país à esfera de influência de Moscovo. O Presidente cessante, Viktor Iuchtchenko, e o seu antigo primeiro-ministro fizeram tudo para destruírem o capital de confiança que tinham conquistado na Europa”. E eis por que “o resultado das eleições foi conhecido de antemão e por que é que os media ocidentais falaram tão pouco sobre o assunto”. Neste momento, a UE pode apenas constatar “a nova equação estratégica que se desenha no Sudeste europeu”, e definir uma nova abordagem da la politique de voisinage.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.