No país mais ateu da União, a Igreja Católica resolveu participar na campanha eleitoral: o seu representante máximo, o arcebispo de Praga, cardeal Miloslav Vlk, condenou os partidos políticos que contribuíram para destituir o Governo de coligação, em Março passado, em plena presidência checa da União.
A sua posição é capa dos jornais MF DNES e Lidové Noviny. Esse comportamento dos políticos, afirma o cardeal, é "irresponsável", razão pela qual "não devem ser eleitos para o Parlamento Europeu". As suas palavras são principalmente dirigidas aos sociais-democratas e aos comunistas. A reacção do líder social-democrata não se fez esperar: Jiri Parubek acusou monsenhor Vlk de defender "os interesses da Igreja”, porque a queda do Governo de Mirek Topolanek o impediu de recuperar "propriedades" e "milhares de milhões de coroas checas" confiscadas pelos comunistas.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.