“Foi, entre outras razões, para não terem de ouvir os seus discursos que os outros presos do forte de Landsberg encorajaram Hitler a escrever o livro” que foi editado em 1925, lembra o Süddeutsche Zeitung. Depois de ter vendido como pãezinhos quentes durante o regime nazi, “Mein Kampf” só tem causado problemas à Baviera, que detem os direitos de autor desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Incapaz de impedir a edição do livro no estrangeiro, a partir de 2015, quando os direitos de autor passarem para o domínio público, o Land corre o risco de ver os pensamentos do “Führer” serem publicados indiscriminadamente, na Alemanha. O Ministério das Finanças bávaro, que se opõe a uma nova publicação antes daquela data, está em conflito com o Instituto de História Contemporânea de Munique, que desde há vários anos se esforça para publicar uma edição crítica do livro. O Instituto encarregou a redacção do texto crítico a dois historiadores. “Quanto mais depressa houver uma edição crítica que dê aos leitores argumentos contra uma transfiguração neo-nazi, melhor”, defende o director-adjunto ao diário de Munique. Se chegar a acordo com a Baviera, o Instituto vai por esta edição on-line antes de 2015.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.