“Este Parlamento podre”: o título do da primeira página do Daily Telegraph, com uma fotografia dos pináculos de Westminster sob nuvens sombrias, não anima ninguém. Quase um ano depois de o diário londrino ter dado a notícia de que os membros do Parlamento debitavam despesas indevidas, a comissão de inquérito dirigida por Sir Thomas Legg publicou as suas conclusões. Que revelam que "o abuso estava muito mais difundido do que a meia dúzia de 'maçãs podres' inicialmente indiciadas no escândalo.” Quase metade da Câmara dos Comuns vai ser forçada a devolver 1,15 milhões de euros por cobranças ilícitas. De acordo com o relatório de Sir Legg, os casos mais graves estão relacionados com despesas de manutenção em casas secundárias e exorbitantes custos de deslocação, tendo um único deputado facturado 44.000 euros para o efeito. Foi igualmente divulgado que “dezenas de membros reservaram mesa na sala de refeições do Parlamento para membros de grupos de pressão e empresas privadas darem recepções e promoverem refeições de negócios.”
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.