Aumentam os preços e, ainda por cima, querem matar-nos: é provavelmente o que pensam os clientes da distribuidora CEZ, após as revelações de que a principal empresa de electricidade checa dá treino militar aos seus controladores, preparando-os assim para intervir contra os que defraudam a companhia. “O comando da CEZ e a morte em vídeo”, é título no Mladá Fronta DNES, que publica na primeira página as imagens que fazem prova de acusação, apresentadas pelo advogado dos "utilizadores de electricidade” que a desviavam da rede. O primeiro vídeo mostra o treino do "exército da CEZ”: os electricistas aprendem a visar à cabeça com um revólver, a pôr um capuz e a despir um prisioneiro, ou a utilizar explosivos. O segundo regista uma tragédia: um utilizador abusivo não suporta a chegada do comando e suicida-se na sua garagem. “Uma dezena de membros dos 'comandos' da CEZ já foi incriminada”, e arrisca-se a 12 anos de prisão por chantagem, salienta o diário de Praga, que acrescenta que a empresa os apoia.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.