Após um surto de violência na região de Bruxelas, o Ministério Público da capital belga anunciou que não iria tolerar "nenhuma zona de não direito" na cidade e que iria ser criado um mecanismo de julgamento rápido. "Regresso à tolerância zero", "Segurança em Bruxelas, a polémica!", são os títulos da imprensa francófona, que considera que estes acontecimentos são uma "benesse" para os partidos extremistas e que dividem flamengos e francófonos. "O comportamento unânime dos partidos e dos comentadores de língua neerlandesa, quando qualificam Bruxelas como uma cidade perigosa, baseia-se na avaliação de que a Região Capital, gerida essencialmente por francófonos, será fatalmente uma ‘barafunda’ sem ‘goed bestuur’ (boa governação). Esta excrescência comunitária explica uma visão caricatural de Bruxelas (…), que continua a ser uma cidade onde é bom viver", comenta o Le Soir. Pour o diário De Morgen, a ausência de uma "política eficaz" resulta do facto de "Bruxelas ser um monstro institucional, onde onze governos diferentes disputam entre si as competências. As dezanove comunas [da região de Bruxelas] e as seis zonas policiais impedem que haja uma abordagem coordenada".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.