Depois de, em Agosto do ano passado, ter entregue às autoridades de Paris uma lista de três mil franceses titulares de contas bancárias na Suíça, Hervé Falciani tentou o mesmo golpe na Alemanha. Este ex-informático do HSBC entregou, efectivamente, às autoridades de Berlim, um CD-Rom contendo os nomes de mil e 300 alemães que esconderam dinheiro na filial suíça daquele banco britânico. Em troca dos dois milhões e meio de euros pedidos por Falciani, o Governo alemão poderá receber entre 100 e 200 milhões. “O Estado pode agir como um qualquer receptor de bens roubados? Estes dados, adquiridos ilegalmente, podem ser usados em tribunal, num Estado de Direito?”, interroga-se o Frankfurter Rundschau. Sim, afirma, finalmente, este diário que defende que o fisco deve agir em legítima defesa para recuperar o dinheiro que lhe é devido.
Fraude fiscal
A tentação de receber dados fiscais
1 fevereiro 2010
Presseurop
Frankfurter Rundschau Frankfurter Rundschau, 1 de Fevereiro 2010
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.