No passado, os meios de Comunicação italianos relatavam "viagens da esperança” – histórias de pessoas que viajavam para o estrangeiro em busca de tratamento médico não disponível no seu país. Hoje, a emigração clínica segue outra tendência, mais voltada para acabar com a vida do que para a prolongar. O diário La Stampa de Turim relata o exemplo de Salvatore Crisafulli, de 45 anos, que, após dois anos em coma, na sequência de um acidente de carro em 2003, ficou paraplégico. Os cuidados médicos prometidos nunca foram fornecidos e os membros da família escolheram uma solução de choque: levá-lo à Bélgica, onde a eutanásia é praticada. A Igreja Católica expressou a sua oposição ao plano, enquanto as autoridades de saúde italianas prometeram imediatamente o auxílio até agora negado. A história, entretanto, lançou um debate sobre interpretações da Constituição italiana acerca do testamento biológico, que reconhece o direito de cada pessoa a decidir se quer ou não sujeitar-se a um determinado tratamento, mesmo contra o conselho médico.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.