Os visitantes do continente que cruzam as principais ruas da Grã-Bretanha nas noites de sábado ficam frequentemente estupefactos ao verem jovens pouco vestidos esvaziarem o conteúdo do estômago contra uma parede ou deitados a curtir uma bebedeira em cima do passeio. No entanto, o desporto nacional de beber até cair para o lado é olhado com cada vez menos contemplações por um Governo trabalhista que assegura, com dificuldade, a microgestão do comportamento público. Na sua edição de hoje, o Times noticia que o ministro da Administração Interna, Alan Johnson, anunciou que promoções de “pubs” e clubes nocturnos “que incentivem a beber em excesso serão proibidas dentro de meses”. As estatísticas apontam para que 860 mil entradas anuais no hospital estejam relacionadas com o consumo de álcool e custem “milhares de milhões” aos contribuintes. Assim, Johnson determinou que os estabelecimentos paguem “multas até 20 mil libras [22.700 euros] ou seis meses de cadeia por ofertas do tipo: ‘tudo o que conseguir beber, por 10 libras’ ou ‘bebidas grátis para mulheres com menos de 25 anos’”. A medida surge apenas alguns anos depois da liberalização da famosa restrição dos horários de funcionamento desse tipo de estabelecimentos na Grã-Bretanha, uma tentativa que visava promover uma mais tranquila “cultura de café continental”. A permissão de consumo de bebidas alcoólicas ao longo de 24 horas (24 hour drinking) provocou, contudo, aquilo que os governantes consideram ser um aumento “da desordem gerada pelo álcool”. No entanto, a lei “não preconiza a extinção imediata dos ‘happy hours’” – encontros de fim da tarde à volta de um copo.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.