Este é o facto que assusta os alemães: 126 mil barris de resíduos nucleares vão ser retirados do local onde têm estado armazenados, a antiga mina de sal de Asse, nos arredores de Hanôver. Está a ser inundada por água salgada, desde 1988, e já apareceram os primeiros vestígios de fugas radioactivas. A autoridade federal de protecção radioactiva acabou por reconhecer que a mina corre o risco de colapso, a partir de 2020, e recomendou a transferência dos resíduos para uma mina vizinha. O problema é que ninguém sabe em que estado estão os barris e desconhece-se o seu conteúdo exacto. Assim, em Agosto de 2009, os alemães ficaram a saber que 28 quilos de plutónio altamente tóxico dormiam debaixo da terra. A mudança de local de armazenamento é “uma escolha entre a peste e a cólera”, diz o Frankfurter Rundschau. “Início da operação: incerto. Duração: cerca de 10 anos. Custo: no mínimo, dois mil milhões de euros.” E as empresas de energia nuclear não são obrigadas a comparticipar estas despesas.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.