Os flamengos interessam-se pouco pelas eleições europeias e regionais de 7 de Junho, mas estão fascinados por um concurso de tele-realidade: “Mijn restaurant” (“o meu restaurante”). Este concurso, por eliminação, permitiu a um casal realizar um sonho: abrir o seu próprio restaurante. Na noite da final, empolga-se o De Standaard, o canal VTM bateu todos os recordes, com mais de 1,5 milhões de flamengos colados à televisão, com um “share” de audiência de 66%. “O meu restaurante” não é apenas “boa televisão picante feita por profissionais”, comenta o diário. “Satisfaz também a nossa natureza flamenga. Porque boa comida e jantares agradáveis são os nossos assuntos preferidos. Para além de que adoramos comparar restaurantes […] é uma ideia feita, mas os flamengos continuarão sempre a ser amantes da boa vida”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.