"Proibir a burqa em França – sim, mas como?" O Libération salienta que esta questão divide cada vez mais a maioria de direita. Para pôr termo às divisões, o primeiro-ministro François Fillon propôs, em 12 de Janeiro, uma "resolução" (texto não vinculativo) do Parlamento contra a burqa. Uma maneira de ganhar tempo, até à aprovação de uma lei que, pura e simplesmente, proíba o uso da burqa nos espaços públicos. Nesse caso, comenta este diário, "a França seria o único país do mundo onde a polícia interpelaria na rua jovens mulheres que são mais vítimas do que culpadas". Vários juristas consideram que uma lei como esta levanta problemas jurídicos, por ser contrária ao princípio da liberdade de religião, garantido "ao nível constitucional e internacional", designadamente pela Convenção Europeia dos Direitos do Homem. A Dinamarca, que chegou a considerar uma proibição semelhante, teve de renunciar a ela por esse motivo.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.