Onde estão as mais de 20 mil crianças romenas (30 mil, segundo algumas ONG) adoptadas, sobretudo por estrangeiros, entre 1990 e 1997? De acordo com uma investigação do România liberă, o Estado romeno perdeu-lhes o rasto, por causa dos procedimentos aplicados nessa época e que o diário de Bucareste classifica como “sumarento comércio transfronteiriço” organizado por “orfanatos insalubres”: naquela altura, “propunha-se a compra de crianças, aos estrangeiros, nos átrios dos hotéis”, violando a Convenção de Haia sobre adopção internacional. As autoridades romenas, disse a este jornal um especialista da Defence for Children International, limitavam-se a inscrever nos seus registos o nome das crianças adoptadas e, às vezes, “bastava escolher e assinar os documentos de adopção junto de um advogado”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.