“Peritos pedem limitações para a democracia directa”, traz o Die Presse em título. Os intelectuais do Clube Helvético tentam anular a proibição dos minaretes votada na Suíça, no mês passado. Desejam que um "artigo de tolerância" substitua, na Constituição Helvética, o contestado artigo sobre as torres das mesquitas.
O Clube reivindica também a proibição de votações que infrinjam os direitos humanos ou o direito internacional, como "a proibição dos minaretes [em conflito com a liberdade de religião] ou a detenção perpétua para os delinquentes que ameacem reincidência", explica o diário vienense. Porque a União Democrática do Centro (UDC, populista) quer organizar um novo referendo "sobre 'a iniciativa para a expulsão de estrangeiros criminosos', que estipula que os estrangeiros que cometam crimes poderão ser automaticamente deportados para o seu país, independentemente do risco de aí serem torturados", o que viola o princípio de não expulsão [consignado no direito internacional].
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.