A vaga de frio que tem assolado a Bélgica nos últimos dias gerou uma "vaga de solidariedade para com os sem abrigo", rescreve De Standaard. Graças a iniciativas privadas, algumas famílias que tinham passado várias semanas na gare do Norte de Bruxelas conseguiram alojamento temporário. Assim, oito pessoas de origem eslovaca, que desejavam regressar ao seu país, "após semanas de miséria e de hostilidade bruxelense", puderam passar uma noite num hotel e receberam bilhetes de avião para a Eslováquia, oferta de um empresário privado. O rei Alberto II disponibilizou dois apartamentos do domínio real de Ciergnon e uma caserna militar irá, em breve, servir de alojamento a mais 24 pessoas. O diário flamengo, que condena a inércia dos políticos, interroga-se: "Como é possível um país não ser capaz de evitar que, em 2009, haja crianças a dormir na rua, com um frio glacial?"
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.