O escândalo das despesas dos parlamentares britânicos não cairá tão cedo no esquecimento. "Os deputados publicaram as famosas facturas, ontem, mas censuraram grande parte delas", informa The Independent. Ficamos a saber que, dois dias antes de abandonar o cargo, o ex-primeiro-ministro Tony Blair pediu 8250 euros pela reparação de um tecto. Depois da remodelação ministerial de Gordon Brown, foram revelados pormenores sobre Ben Bradshaw, novo ministro da Cultura e dos Media, que exigiu um reembolso de 23 euros quando um electricista lhe renovou um cabo de televisão. O novo titular da Defesa, Bob Ainsworth, apresentou uma factura para uma nova demão de tinta na sua porta, em 2004. Outros deputados pediram 55 cêntimos por um selo ou 10 por uma chamada telefónica. Seis semanas após a publicação de informações confidenciais por The Daily Telegraph, o relatório censurado divulgado no site do Parlamento britânico indica que o montante total das facturas atinge 1,2 milhões de euros. "Esconderam-nos, necessariamente, uma parte da realidade", lastima The Independent.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.