Mais de 350.000 pessoas participaram no "No-B Day", a manifestação que exigia a demissão do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, convocada, entre outros, por bloguistas e pelo partido do ex-procurador de Justiça Antonio di Pietro, Itália dos Valores. O jornal Il Fatto Quotidiano, um adversário feroz de Berlusconi, sublinha a "nova energia" representada pelos jovens que marcharam em Roma, "gerações abandonadas, sem trabalho nem perspectivas, num país conduzido por um poder rancoroso e indiferente”. O Il Manifesto reforça esta visão: “surge uma nova geração, que não participou das movimentações de 1968 nem nos principais partidos, mas que quer ser ouvida". O jornal de Berlusconi, Il Giornale, obviamente, não concorda. "Querem-no mandar abaixo", pode ler-se no editorial, e "tornam-se inadvertidamente 'picciotti' (associados da máfia)”. Refere declarações do renegado Gaspare Spatuzza, que acusou recentemente Berlusconi de fechar negócios com a máfia. Segundo o Il Giornale, os ataques de Spatuzza visam aniquilar as iniciativas anti máfia do Governo, que conduziram, nos últimos meses, à detenção de várias figuras proeminentes da Cosa Nostra.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.