É o dia do pai, nas primeiras páginas da imprensa alemã. Uma sentença há muito esperada pelos pais solteiros obriga a Alemanha – onde a lei lhes concede poucos direitos – a mudar de hábitos. A 3 de Dezembro, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou a disposição legal que permite à mulher de um casal não casado decidir sozinha se concede ou não a guarda partilhada ao pai do seu filho. "Discriminatória", considerou o Tribunal de Estrasburgo. A partir de agora, os tribunais alemães terão de decidir "caso a caso". Trata-se de uma decisão "histórica", salienta o Süddeutsche Zeitung, que se congratula com o fim de um conceito de família "marcado por ideias preconcebidas e desactualizadas, fiéis à imagem idealizada da mãe que se sacrifica sempre pelos filhos […] e cuja motivação, mesmo em caso de separação, é o bem da criança"
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.