Nem a Europa, nem o assustador Tratado de Lisboa conseguiram, até à data, demover os velhos apoiantes de David Cameron, mas talvez a aprovação do líder trabalhista ao ambientalismo o faça. A primeira página do The Independent noticia o reaparecimento de dinossauros conservadores, como Ann Widdecombe, oriundos do fecundo e clemente período da Era Thatcher, que se opõem à vontade de Cameron, na véspera da Cimeira COP15, de considerar o “acordo justo, eficaz e vinculativo para a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) que abranja todas as principais economias". O diário londrino acrescenta que, na opinião de David Davis, antigo Ministro do Interior do governo-sombra, uma política com objectivos rígidos, com vista à redução das emissões de CO2, conta com o seu apoio, mas está "destinada ao fracasso". "A determinação feroz de impor políticas de espartilho – taxar as viagens de avião, ou encher a bonita paisagem bucólica de ventoinhas…provoca uma reacção em qualquer país democrático", conclui.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.