"Oficialmente, não se trata de uma “reestruturação”, mas de "consolidações de funções". A empresa alemã DHL acaba de anunciar a 788 empregados na Bélgica que os seus postos de trabalho vão ser deslocados para Praga, Leipzig ou Bona. Uma deslocalização que se soma aos 2.000 lugares ameaçados na fábrica Opel de Antuérpia e ao despedimento de 43 assalariados da Sanofi, em Diegem. A Bélgica, que acolhe inúmeras empresas estrangeiras, "perdeu o controlo sobre os empregos", preocupa-se o Le Soir, que duvida da "pertinência da política económica belga dos últimos vinte anos". "Poucos foram os que se manifestaram preocupados com a saída dos grandes centros de decisão económica do nosso país”, acrescenta o diário bruxelense. “Havia que exigir, no mínimo, a manutenção a longo prazo das instalações na Bélgica. O país, alienado pelos conflitos comunitários e imbuído de um sentimento europeu raiando por vezes a ingenuidade, tolerou a venda das suas jóias de família."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.