Até hoje, a CIA consultava, ilegalmente, os dados bancários europeus. Mas, em breve, a "UE irá conceder aos Estados Unidos uma grande visibilidade sobre as operações financeiras dos seus cidadãos", escreve a Spiegel-Online.
A edição electrónica do semanário resume a prática que se instalou após os atentados de 11 de Setembro de 2001. Na altura, a CIA pressionou a filial americana da SWIFT, com sede na Bélgica e que tem associados 8 000 bancos de todo o mundo. Esta sociedade prestadora de serviços financeiros gere diariamente vários milhões de transacções e a CIA utilizou milhões de informações bancárias, na luta contra o terrorismo.
A SWIFT desenvolveu as suas agências na Europa, para encerrar a sua filial americana, em fins de 2009, e escapar assim ao controlo da CIA. No entanto, explica a Spiegel-Online, os ministros do Interior europeus foram de tal modo pressionados pelos Estados Unidos que querem concluir um acordo com Washington, em 30 de Novembro, véspera da entrada em vigor do Tratado de Lisboa, que iria permitir que os deputados europeus – maioritariamente hostis a este projecto – vetassem tal tratado.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.