Cerca de 20 inspectores da Comissão Europeia aterraram em Praga, em 25 de Novembro. Uma hora mais tarde, conta o Lidové Noviny, na primeira página, "Bruxelas entrou na sede da ČEZ" para proceder a uma investigação. A Comissão suspeita que a companhia de electricidade checa infringe as regras europeias da concorrência no mercado da energia.
Mas a verdadeira razão deste controlo, adianta o jornal de Praga, poderá ser a "rivalidade entre a ČEZ e a Czech Coal", um intermediário de energia. Se for considerada culpada de abuso de posição dominante, a ČEZ poderá ter de pagar uma multa até 18 mil milhões de coroas checas (cerca de 720 milhões de euros). E será o Estado, o principal accionista, a perder dinheiro, salienta o Lidové Noviny. "Bruxelas foi convidada para uma guerra local", comenta o jornal, que sublinha que o caso se insere no quadro das numerosas quezílias entre partidos políticos.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.