Em Berlim, todas as noites ardem automóveis. Este ano, já foram 267, escreve o Frankfurter Rundschau. Enquanto a imprensa sensacionalista brada contra os "horríveis anarquistas do fogo", que "aterrorizam" os donos de Mercedes, de BMW ou de Porsche, que são incendiados nos bairros que estão a ser recuperados, como Friedrichshain, Kreuzberg, Berlin-Mitte e Pankow, a polícia continua sem encontrar uma estratégia contra os incendiários.
Segundo as informações gerais, disponíveis, estes seriam oriundos dos meios da esquerda apartidária e, explica o jornal, atacariam os sinais exteriores de riqueza dos novos moradores, responsáveis pela expulsão de artistas e estudantes, que dantes viviam nestes bairros populares, agora na moda. A propósito deste fenómeno, o FR refere o exemplo de Hamburgo, onde alguns artistas conseguiram que o Senado da cidade se tenha proposto comprar um bairro ameaçado por um grande projecto imobiliário e restaurá-lo com a colaboração desses artistas.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.