No dia de abertura da cimeia da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) sobre a segurança alimentar mundial, as manchetes não falam da luta mundial contra a fome mas das "idiossincrasias do libiano Muammar Kadhafi", refere La Repubblica. Num ano de cimeiras sem interesse, a FAO parece não constituir excepção: os documentos programados fixam objectivos extremamente vagos, como eliminar a fome "logo que possível". As ONG já reagiram com irritação. "É uma vergonha não terem sido devidamente propostos os fundos para esse objectivo", comentou um porta-voz da ActionAid. "Neste contexto, as promessas de eliminar a fome até 2025 são um disparate".
Muito mais interessante tem sido a cimeira privada realizada por Kadhafi na residência do embaixador da Líbia: o coronel pediu que uma agência contratasse nada menos de 200 hospedeiras "bem vestidas mas sem decotes cavados" e ofereceu a cada uma delas um exemplar do Corão em italiano. Também propôs pagar-lhes uma peregrinação a Meca, se elas aceitassem converter-se ao islamismo.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.