Economia Euro

Grécia: Sair do euro, uma ideia arriscada

4 janeiro 2012
Presseurop
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O euro ou o dracma? A pergunta percorre a imprensa grega numa altura em que o Governo continua as negociações com a UE e o FMI para um novo plano de resgate. "Perante este desafio – o mais importante para o país depois da queda da ditadura dos coronéis em 1974 -, devemos escolher entre tomarmos todas as medidas necessárias para permanecer na zona euro ou seguirmos num descalabro descontrolado e voltarmos, de facto, ao dracma", estima To Vima. Por outro lado, este jornal diário critica os partidos políticos que promovem a instabilidade. O PASOK (socialista), o LAOS (extrema direita) e o Nova Democracia (direita), que "apoiam o Governo [e] praticam ao mesmo tempo uma política de oposição”. Por seu lado, To Ethnos realça que "o dilema entre o euro e o dracma não deixa ninguém indiferente, nem sequer os partidos de esquerda que têm uma perspetiva diferente sobre o assunto. A verdade é que este dilema esconde uma grande verdade. As medidas, os planos de resgate, impostos pela UE e pelo Governo grego em nome do euro nos últimos dois anos, e tudo o que não fizemos pelo bem do país, reaproximou-nos do dracma”. Mas este diário lamenta que, embora "a maioria dos gregos não queira o dracma, muitos já não se sentem envolvidos no debate”. No entanto, tal como é destacado no site de informação protagon.gr, "um regresso ao dracma empobrecerá 90% da população. Devemos, portanto, entender que, queiramos ou não, é preciso fazer tudo para permanecer no clã do euro para não nos tornarmos o vizinho pobre da ‘Grande Turquia’. Temos muito, muito trabalho, com grandes sacrifícios, mas a escolha é nossa”.