Die Presse, 10 de Novembro de 2009

Por enquanto, não passam de boatos. Ainda assim, a questão de um imposto directo europeu chegou à primeira página doDie Presse. Cansada de batalhar, todos os anos, com os Estados-membros reticentes em pagar o seu contributo para a União e pressionada por uma coligação dos "contribuintes líquidos" (Alemanha, Áustria e Países Baixos), a Comissão Europeia pretende emancipar-se e lançar os seus próprios impostos. Segundo o diário de Viena, a questão, encarada como "o monstro de Loch Ness, que aparece todos os anos no lago de Bruxelas, afogando-se em seguida à mesma velocidade com que apareceu", poderá, desta vez, ter vindo para ficar. Com as economias enfraquecidas pela crise financeira, "o endividamento dos 27 poderá corresponder a 100% do PIB europeu", alerta a Comissão. Perante isto, a Comissão terá de reduzir o seu  orçamento (actualmente de 116 mil milhões de euros) ou de lançar os seus próprios impostos. No seio da Comissão, estão em discussão três fontes possíveis: um imposto sobre as transacções financeiras, um sobre o valor acrescentado e um sobre os combustíveis.