Por enquanto, não passam de boatos. Ainda assim, a questão de um imposto directo europeu chegou à primeira página doDie Presse. Cansada de batalhar, todos os anos, com os Estados-membros reticentes em pagar o seu contributo para a União e pressionada por uma coligação dos "contribuintes líquidos" (Alemanha, Áustria e Países Baixos), a Comissão Europeia pretende emancipar-se e lançar os seus próprios impostos. Segundo o diário de Viena, a questão, encarada como "o monstro de Loch Ness, que aparece todos os anos no lago de Bruxelas, afogando-se em seguida à mesma velocidade com que apareceu", poderá, desta vez, ter vindo para ficar. Com as economias enfraquecidas pela crise financeira, "o endividamento dos 27 poderá corresponder a 100% do PIB europeu", alerta a Comissão. Perante isto, a Comissão terá de reduzir o seu orçamento (actualmente de 116 mil milhões de euros) ou de lançar os seus próprios impostos. No seio da Comissão, estão em discussão três fontes possíveis: um imposto sobre as transacções financeiras, um sobre o valor acrescentado e um sobre os combustíveis.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.