Vinte anos depois de Jacques Chirac não perceber se a terrível “dona de casa” Margaret Thatcher queria mesmo os seus “tomates numa bandeja”, os órgãos reprodutivos regressam à ementa franco-britânica com os comentários nada amistosos de Pierre Lellouche, secretário de Estado francês para os Assuntos europeus. De acordo com o The Guardian, Pierre Lellouche considera que a intenção dos conservadores britânicos é "castrar" a posição britânica na União Europeia. Não contente em lamentar o conteúdo das cuecas do Reino Unido, considera "autista" a perspectiva de David Cameron sobre a União Europeia. Os comentários optimistas do ministro são conhecidos no dia em que o líder trabalhista, David Cameron, delineou uma nova postura da UE no dealbar da ratificação final do Tratado de Lisboa, adiantando que um futuro Governo conservador “tentaria reforçar a soberania britânica e recuperar uma série de poderes relativamente à legislação social e de trabalho”. "É patético”, fulmina o antigo conselheiro do ex-presidente Chirac. “É uma tristeza ver o Reino Unido, tão importante na Europa, a excluir-se do resto e a desaparecer do mapa.” Na BBC, William Hague, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros no governo-sombra, negou a existência de qualquer anomalia no equipamento do Reino Unido. "Não me parece que achem isso representativo da reacção em Paris ou em qualquer outra capital europeia", sugeriu.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.