O ambientalismo está a tornar-se o novo evangelho do séc. XXI? Pode bem parecer que sim no Reino Unido, onde um juiz determinou que “a crença ecologista merece a mesma protecção no local de trabalho que as convicções religiosas”, destaca o Independent. Esta sentença veio na sequência de um processo movido por Tim Nicholson, ex-director de uma empresa imobiliária, que considerou a sua demissão, no ano passado, consequência directa das suas opiniões ecológicas – fonte de conflito entre ele e os altos quadros da empresa. Num Tribunal de Trabalho, relata o diário londrino, Nicholson “pediu permissão para ser utilizada a legislação especial que protege os direitos individuais na manifestação de crenças religiosas e filosóficas no local de trabalho”. A decisão significa que os trabalhadores que sofram retaliações por expressarem opiniões firmes sobre como uma empresa deve tratar os cortes nas emissões de carbono ou sobre a eliminação de desperdícios podem mover processos de indemnização aos empregadores. A convicção ecológica de Nicholson afecta toda a sua vida, prossegue o Independent. “Deixou de viajar de avião, restaurou a sua casa de modo a torná-la mais amiga do ambiente e afirma temer pelo futuro da raça humana.”
Ambientalismo
Juiz decide que Verde é Sagrado
4 novembro 2009
Presseurop
The Independent The Independent, 4 Novembro 2009
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.