"A corrupção asfixia a Espanha… e já faz circular mais dinheiro do que a droga". Este domingo, o ABC publicou o mapa daquilo a que os espanhóis chamam "a economia do tijolo", por estar ligada ao desenvolvimento imobiliário e urbanístico dos últimos anos. "Em 2010, serão julgadas mais de 300 pessoas", explica este diário, que recorda que os alvos dos processos são sobretudo presidentes de câmaras e responsáveis políticos.
"Ou pomos termo a esta sangria do que resta do modelo [democrático espanhol] ou morremos como democracia e desaparecemos no esgoto mal cheiroso da corrupção", escreve o director do ABC, Ángel Expósito. Noutro editorial, o jornal destaca a "mistura de interesses dúbios em que convergem políticos sem escrúpulos e delinquentes disfarçados de empresários". Por isso, é "indispensável rever a legislação, reforçando os mecanismos de controlo e – sobretudo – garantir a sua aplicação correcta através de órgãos independentes", o que só é possível mediante a aprovação de um pacto de Estado entre os dois principais partidos políticos, o PP (conservador) e o PSOE (socialista).
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.