O jornal Guardian adverte que alguns dos paraísos fiscais dos britânicos se podem tornar as últimas vítimas da crise financeira. Amanhã vai ser publicada uma avaliação económica dos territórios ultramarinos do Reino Unido e das dependências da Coroa, incluindo Jersey, a ilha de Man e o arquipélago das Caimão, dando indicações de que nem tudo vai bem no paraíso.
Criticados pelo seu papel no descalabro económico, alguns dos paraísos fiscais estão agora a atravessar problemas. O diário relata que os rendimentos dos serviços financeiros e as taxas bancárias regrediram a um ponto em que as Caimão tiveram de “implorar ao Ministério britânico dos Negócios Estrangeiros uma autorização para contraírem um crédito bancário de 280 milhões de libras.”
O pior é que alguns quadros britânicos estão preocupados em que os territórios mais pobres das Caraíbas, afectados por uma redução do turismo dos Estados Unidos, “se possam tornar Estados falidos e ser arrastados para o tráfico de droga”. Espera-se que o relatório enfatize que não haverá nenhuma ajuda de emergência financiada pelo Reino Unido. Os centros offshore terão apenas de passar a cobrar impostos, para sobreviver à crise económica.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.