ABC, 28 de Outubro de 2009
"Apenas 66% dos espanhóis atribui o crescimento da pobreza no seu país à crise, comparativamente à média de 73% na União Europeia", anuncia o diário ABC, citando os resultados de um inquérito Eurobarómetro. Para os europeus, o desemprego, a velhice e as habilitações académicas são as características principais de uma pessoa pobre. Os espanhóis, porém, com uma elevada taxa de desemprego, entendem que estas características não implicam pobreza. A relação com os bancos é um outro aspecto realçado pelo diário: cerca de 90% dos espanhóis considera difícil o acesso ao crédito, ao contrário de 20% dos finlandeses. Actualmente, salienta o diário madrileno, 16% da população europeia vive abaixo do limiar da pobreza.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.