Quinta-feira, 22 de Outubro, a Grã-Bretanha ficou colada aos televisores, quando Nick Griffin, do Partido Nacionalista Britânico (BNP), apareceu no programa “Question Time”, um debate em directo na BBC, relata o Daily Telegraph. Foi a primeira vez na história da augusta corporação, e mesmo da televisão britânica, que um membro da extrema-direita foi convidado a apresentar as suas opiniões perante uma audiência, em directo.
Acompanhado por estrelas como Jack Straw, o secretário da Justiça, Griffin, cujo partido obteve um milhão de votos e dois deputados nas eleições europeias de Junho, afirmou que se Winston Churchill estivesse hoje entre nós, juntar-se-ia ao seu movimento, e que os homossexuais são “arrepiantes”. Descreveu os fanáticos arianos norte-americanos fardados de lençol do Ku Klux Klan como não-violentos, e disse acreditar que as populações “indígenas” brancas da Grã-Bretanha são oprimidas por uma onda de imigração islâmica que causa um genocídio comparável ao dos aborígenes da Austrália. Enquanto Griffin expendia este tipo de atoardas, manifestantes de esquerda que pretendem a proibição do BNP confrontaram-se com a polícia fora das instalações da BBC. Os jornais de hoje perguntam-se todos se deve ser recusado a Griffin o “oxigénio” da publicidade, ou se as suas opiniões devem ser “expostas” como a amálgama racista e xenófoba que realmente é. Ainda não há um veredicto.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.