“Nunca tão poucas pessoas deveram tanto dinheiro a tantas outras”. Parafraseando Winston Churchill após a Batalha de Inglaterra, o governador do Banco de Inglaterra denuncia as ajudas concedidas aos bancos. Mervyn King, relata o The Independent na primeira página, qualificou como “assombroso” e “insuportável” o bilião de libras (1 bilião e 109 mil milhões de euros) adiantados pelos contribuintes. Esta tomada de posição surge em pleno debate sobre o montante dos prémios que o sector financeiro londrino, já recuperado da crise financeira do ano passado, se atribui a si próprio. Actualmente, considera o diário, “somos nós, os contribuintes, que assumimos os riscos, enquanto os assalariados desse sector privilegiado se preparam para receber bónus substanciais”. Um debate que assola todos os dias um pouco mais o campo político.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.