"A denúncia de Kundera não é falsa", revela o Lidové Noviny. Desde há um ano que, com base num documento da polícia secreta checoslovaca, o escritor é suspeito de, em 1950, ter denunciado um opositor ao regime comunista. Este jornal explica que a detenção do opositor Miroslav Dvořáček, que passou 19 anos nas prisões checoslovacas, foi referida numa brochura escrita pelo vice-ministro da Defesa, em 1952. Num curso sobre "a defesa contra os inimigos do país", este alto responsável da repressão apresentava o caso como um exemplo do "heroísmo do povo na luta contra o inimigo do Estado".
Um curso que o semanário Respekt, que revelou o caso no ano passado, qualificou de "culto da denúncia". Isto demonstraria que o documento dos serviços secretos que acusava Kundera não foi falsificado nos anos 1950, nem durante o período "de normalização" dos anos 1970, com o intuito de desacreditar este escritor, que se tornara famoso. No entanto, como precisa o Lidové Noviny, esta descoberta histórica "não constitui uma prova clara da culpabilidade de Kundera". Milan Kundera, que vive em França desde os anos 1970, mantém o silêncio.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.