Num período em que a Europa regista um refluxo dos nascimentos, a França transformou-se, desde há alguns anos, em campeã da fecundidade. Qual o segredo desta excepção?, interroga-se o Le Monde. "Em 30 anos, a França afastou-se do modelo latino da Europa do Sul (…) e aproximou-se do modelo escandinavo: mulheres que trabalham e numerosos nascimentos fora do casamento", responde o demógrafo François Héran, citado por este diário francês. Em 2008, perto de 52 por cento das crianças eram filhos de casais não casados. Outrora considerados como "indicadores de alterações das estruturas familiares", os divórcios e os nascimentos fora do casamento tornaram-se um "indicador de maleabilidade": graças a essa flexibilidade, os homens e as mulheres concretizam mais facilmente o desejo de ter um filho, explica ainda François Héran. No entanto, a fecundidade alta não impediu a França de ser atingida pelo envelhecimento da população. O número de idosos deverá, com efeito, duplicar nos próximos 50 anos.
França
Liberdade, igualdade, fecundidade
20 outubro 2009
Presseurop
Le Monde Le Monde, 20 Outubro 2009
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.