Consternação na Polónia que diverte imenso o Süddeutsche Zeitung: durante anos, a SSB (companhia dos caminhos-de-ferro suíça) andou a distribuir os seus bilhetes internacionais em envelopes com um desenho do globo no verso. "Mas, no dia em que um polaco olhou para o mapa mais de perto, constatou que não apenas faltava a Polónia, mas que a Europa Central era em geral alemã, até à fronteira da Rússia!" O mapa retomava as esferas de influência da Europa de 1939. O polaco queixou-se à embaixada em Berna; esta argumentou na sua intervenção junto da SSB com o Pacto "Molotov-Ribbentrop". A empresa defendeu-se: a imagem do globo era tirada de uma bola de pólo aquático para crianças "que se compra em qualquer loja". Mas retirou sem mais demora os infelizes envelopes, desculpando-se da "falta de sensibilidade pelo contexto histórico". Pormenor adicional: faltava também outro país, a Suíça.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.