"O surrealismo nasceu na Bélgica" e "todos aqueles que têm como interlocutor o Estado belga sabem que o absurdo pode assumir formas bem concretas", ironiza o Frankfurter Rundschau. O último a dar-se conta disso foi o deputado europeu Rosario Crocetta. Eleito em Junho, o antigo presidente da Câmara de Gela, na Sicília, está incluído na lista negra da Cosa Nostra e já foi alvo de três atentados frustrados.
Em Itália, está permanentemente sob protecção policial. Quando o Parlamento Europeu reúne em Estrasburgo, a França coloca guarda-costas à sua disposição. Mas, em Bruxelas, onde não beneficia de nenhuma medida deste tipo, "Crocetta sente-se indefeso" e só se deslocou por três vezes àquela cidade, relata o diário alemão. O Ministério do Interior belga garante ter oferecido protecção a Crocetta, desde que dispusesse de informações pormenorizadas sobre as pessoas que o ameaçam. "O que é completamente ingénuo", observa o deputado.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.